The Owl and the Pussycat

The Owl and the Pussycat (Edward Lear)

The Owl and the Pussycat went to sea
In a beautiful pea-green boat,
They took some honey, and plenty of money,
Wrapped up in a five pound note.
The Owl looked up to the stars above,
And sang to a small guitar,
“O lovely Pussy! O Pussy, my love,
What a beautiful Pussy you are, you are, you are,
What a beautiful Pussy you are.”
Pussy said to the Owl “You elegant fowl,
How charmingly sweet you sing.
O let us be married, too long we have tarried;
But what shall we do for a ring?”
They sailed away, for a year and a day,
To the land where the Bong-tree grows,
And there in a wood a Piggy-wig stood
With a ring at the end of his nose, his nose, his nose,
With a ring at the end of his nose.
“Dear Pig, are you willing to sell for one shilling your ring?”
Said the Piggy, “I will”
So they took it away, and were married next day
By the Turkey who lives on the hill.
They dined on mince, and slices of quince,
Which they ate with a runcible spoon.
And hand in hand, on the edge of the sand.
They danced by the light of the moon, the moon, the moon,
They danced by the light of the moon.

(casaquinho tricotado com uma la cuja cor se chama The Owl and the Pussycat. Irresistivel. )

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O nome do Tiago

A memória de peixe e a gaveta do pai, onde vive a Lena, onde vive o Tiago.


guilherme

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2011 em canções

Estas foram, segundo o meu iTunes, as músicas que mais ouvi através do computador em 2011.
São uma espécie de balanço pessoal inconsciente. Qual é o vosso?

http://8tracks.com/mixes/496254/player_v3_universal


guilherme

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Foge, coelho, foge

À beirinha do precipício (2012, 2012), os daninhos continuam a oferecer histórias: desta vez, «Foge, coelho, foge», escrita por mim. Agora, é de todos.



guilherme

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ESTE NATAL

Quando eu era pequeno
O Natal chegava
Quando se acendia o madeiro
E o galo sem cantar
No alto do presépio, bem sereno,
Parecia que cantava
Com um sorriso matreiro
E um brilho no olhar.
Todos fazíamos promessas
De tudo mudar para melhor
Naquelas vésperas de mudança
Incumprindo, logo a seguir, a primeira.
A sala ficava toda às avessas
E apesar do frio sobrava o calor
Dos restos de papel e gritos de criança.
Fora assim o Natal a vida inteira!
Mas não. Hoje vem nos trenós reciclados
Pela Coca-Cola com um Pai Natal global
Que finge dar prendas mas apenas oferece
Mil e uma promessas para não cumprir.
Esperando o Natal estão os mal amados
Cujos agasalhos são as folhas de um jornal
Que finge que embrulha e nem sequer aquece
Quem na fome engana a vontade de dormir.
Neste Natal, corremos o risco de ficar calados
Quando é tão ruidoso o silêncio das ofertas
Que afinal não passam de promessas para depois,
Num tempo quase sempre de sorrisos feito.
Usamos a desculpa de estar cansados
Deixando as portas bem abertas
Para que entrem reis magos, vaquinhas e bois
Esquecendo os que ao Natal não têm direito.
Quando eu era pequeno
O Natal chegava num pinheiro
Salpicado com neve natural
E o galo sem cantar, sereno
Ficava longe do madeiro
Resguardado num recanto do quintal.
Será assim o Natal, tranquilo, em toda parte
Sem fome, sem tiros, sem demora,
Sem jogos de interesses e sem promessas,
Se houver quem teime,
Se usarmos como armas apenas a arte
De o não o aceitarmos com é agora
Vivendo o Natal hoje, mas às avessas
E a dizer: lembrei-me!

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Natal em 2011 (parte um)

No presépio vivo, as ovelhas comem e bufam ao pé do burro e de um menino Jesus de plástico.

Na avenida do liceu, as árvores despiram-se das luzes (não há dinheiro, não há dinheiro…)

Nas magníficas casas abandonadas de Castelo Branco já não passam natais nem anos novos.

No madeiro do Cansado teremos chouriças e bailaricos.

Na noite de 25, jantaremos enchidos grelhados no madeiro da Sé, regados a vinho tinto e acamados em pão da beira baixa.

No madeiro do Espírito Santo estarão os velhos mais bebidos e as velhas enlouquecidas.

A missa do galo é na Sé à meia noite, para quem tem alma de bicho bicado.

No fogão da avó Amélia já não se cozinham bacalhaus nem perus.

A Isabel já não tem um ano. O Natal albicastrense nem sempre tem Isabel. Ano ímpar, Isabel no norte inglês. Ainda bem que existem iPads!

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Indigo e calico

Se tivesse dedo de ilusionista, transformava-me em canção e vivia feliz.


guilherme

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A vitória do mês passado

Começada em Abril (!) e acabada em Novembro, tenho-a usado quase dia sim, dia não.

As pequenas vitórias vão-me animando nestes dias escuros de quase-Inverno.

Isy

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Sugestão para uma tarde de outono

Todas as editoras pequenas (mas de ambição vasta) deviam ter os Wilco convidados para uma visita e um concertito privado, um dia por mês (não sou assim tão tresloucado), todos os meses. Para motivar os trabalhadores e alegrar as administrações. Eles visitavam a rotunda Nuno Rodrigues dos Santos, por exemplo, e os editores ofereciam um livro por música, um café bem servido e um abraço.

Fica a sugestão.


guilherme

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Magusto em glorioso domingo outonal

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