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ESTE NATAL

Quando eu era pequeno O Natal chegava Quando se acendia o madeiro E o galo sem cantar No alto do presépio, bem sereno, Parecia que cantava Com um sorriso matreiro E um brilho no olhar. Todos fazíamos promessas De tudo … Continuar a ler

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DONA CHICA

Dona Chica era, por natureza, reservada. Contrariada, vivia com a Ti Luísa. Sempre que podia, aproveitando a porta aberta, bebia o Sol no quintal da vizinha Teresa, até que um dia lhe entrou em casa: cozinha, salinha e quarto. Nem … Continuar a ler

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FIZESTE-ME GASTAR A OITAVA VIDA!

Meu caro Zeca: Confesso que gastei da melhor forma quase todas as minhas sete vidas. Verdade, verdadinha, só me arrependo de ter tentado enfrentar aquele Simca Aronde que me desafiava lá na rua do Relógio, e foi ele que venceu. … Continuar a ler

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A VERDADEIRA HISTÓRIA DA LEBRE E DA TARTARUGA

  A lebre tinha o complexo do feijão branco e a tartaruga manias de Oliveira, corriam sem nexo por um barranco procurando, uma delas, ser primeira. A lebre convencida de ser muito saborosa e a tartaruga de ser veloz ciente … Continuar a ler

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Faz-nos, por favor, mas de verdade, em qualquer dia, outro Abril.

Maria no infantário. Pedro em casa da avó. Catarina chega à escola. João vai ser professor. José quer ser operário. Luciana vive só. Joaquina pede esmola E Marco pede um favor. Gonçalves, Macedo, Ribeiro, Rodrigues, Martins, Prazeres: Famílias do interior. … Continuar a ler

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Cyrano

 

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O BONSAI*

O bonsai, porque vivia numa bandeja, sobreviveu, cá dentro, ao terramoto, lá fora. O bonsai, porque espreitava da bandeja, pela janela, viu passar, lá fora, o tsunami, cá dentro. Ontem fora dia de nuvens, mas antes de ontem fora dia … Continuar a ler

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Finalmente as talassas

Ainda não era cozinheiro (nem sei bem se hoje já o sou) quando descobri as talassas. Um dia ofereceram-nos uma máquina de gaufres (as talassas belgas) e… vamos a isto: nada de ler as instruções (já é hábito), apenas uma … Continuar a ler

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