Anyone home?

Vamos trazer este blogue de volta, talvez com uma cara nova, e vozes novas (ola futura cunhada!)

Is

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Piedade

Perdemos a Piedade. Foi aprendiz da mulher mais doce que conhecemos, a avó Amélia. Acredito que a minha avó lhe deu, para além de instrumentos para se transformar em exímia costureira, a convicção de que a doçura que nos abraça ao mundo não se extingue na infância: a Piedade mostrava-nos isto sempre que nos visitava ou que a visitávamos. Pode parecer que a minha mãe perdeu a madrinha; é somente o tempo mascarado de ilusionista.


guilherme

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De 1975 a 2015

QUARENTA ANOS

a adormecer lado a lado.

QUATROCENTOS E OITENTA MESES

num acordar pelo calor do outro aconchegado.

CENTO E SETENTA E CINCO MIL E DUZENTOS E DEZ DIAS

nem sempre de mãos dadas mas com as mãos oferecidas.

QUATRO MILHÕES E CINCO MIL E QUARENTA HORAS

onde guardámos o melhor das nossas vidas.

DUZENTOS CINQUENTA E DOIS MILHÕES TREZENTOS E DOIS MIL E QUATROCENTOS MINUTOS

a aconchegar tantos instantes dentro do peito.

QUINZE BILIÕES CENTO E TRINTA E OITO MILHÕES E CENTO E QUARENTA E QUATRO MIL SEGUNDOS

sempre insuficientes para completar este meu amar mais que imperfeito

no teu amor com mais de quarenta anos.

29/08/2015

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Perguntas de várias toneladas

Quando e como é que se comunica o falecimento oficial de um blogue de família?
Quantas pessoas são necessárias para colocar a tampa no umbigo e escrever na janela «Passa-se»?
É possível reanimar um blogue de família moribundo?


g.

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Não há tempo bastante

para os nossos gestos, para as pessoas que amamos, para as palavras que querem nascer, para os livros, para os discos, para o piano coberto de pó, para o gato, para Castelo Branco, para este blogue, para as noites mal dormidas.


guilherme

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Quem quer ser Chilly Gonzales?

Ninguém quer ser o tipo que fica a meio caminho, parado entre o ponto a e o ponto b; mas qualquer um pode ambicionar ser um Chilly, não obstante o piano ser de tiragem única, só existe um, e já existe; e qualquer um pode fazer a pergunta: quem quer ser Chilly Gonzales?


g.

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E assim se inicia a obra

20150125_150456 20150125_150506Numa tarde solarenga, ventosa à cata de prováveis “Quases”.

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A vida não nos deveria gastar assim. Seria mais justo acabar antes da degradação física.

P130622002

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Um relato há muito prometido

Mais do que palavras, isto que se segue a este parágrafo: ei-los, os Dias, num sábado bonito, belo, nas Tinalhas, sentia-se o petricor provocado pela chuva inesperada ao saciar a terra quente, havia guitarras, fados transformados pelo Zé Pires e decifrados pela mana Teresa e pelo mano Necas, os ramos todos devidamente representados, o Davide e a Francisca quase recém-casados, a estreia do Dirk, rapaz muito pálido vindo da terra dos diques e da ilha dos cangurus e de um pouco por todo o mundo, a estreia da Mariana, a pequenina, ainda apenas vista do outro lado do espelho (dois vivas para a tecnologia!), tivemos melancia e melão devidamente desmanchados, queijos rijos e enchidos da beira baixa, arroz de pato, pastéis de bacalhau, sobremesas em abundância, cerveja para todos, e fotografaram-se os convivas, e jogou-se ao «adivinha em que estou a pensar» (e adivinhou-se!), e recordou-se os que já não estão, e descobriu-se as vestes vergonhosas dos zézinhos e manelitos quando tinham quatro aninhos, coitados, de vestidos brancos com perna em balão, só faltava a bandolete — só falta que os primos se conheçam um pouco melhor, talvez se se vissem mais do que uma vez por ano, talvez se estas festas já existissem há mais tempo, talvez em pouco tempo, de certeza em poucos anos, assim os fados o permitam.


g.

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Whitby, dia 1

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